Conheça a linha histórica Hospital Municipal Lourenço Jorge:
Quem foi Álvaro Lourenço Jorge?
Álvaro Lourenço Jorge foi professor da Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro na UERJ. Era também um cultor das belas letras e do bom estilo. No Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, exerceu intensa atividade clínica, como um de seus mais conceituados cardiologistas. Trabalhou até o dia de seu falecimento.

Fonte: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Memórias da Saúde Carioca: Episódio 9 – Hospital Municipal Lourenço Jorge – Barra da Tijuca. Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: https://saude.prefeitura.rio/wp-content/uploads/sites/47/2023/11/HOSPITAL-MUNICIPAL-LOURENCO-JORGE-TEXTO-1.pdf
Julho de 1955 – Pôsto de Assistência na Barra da Tijuca
“O prefeito assinou decreto criando, na Barra da Tijuca, o Pôsto de Assistência Lourenço Jorge, cuja inauguração será amanhã. O nome dado a êsse pôsto representa uma homenagem à memória do professor Alvaro Lourenço Jorge, que ocupou, na Secretaria de Saúde e Assistência, vários cargos de direção.” Fonte: Diário de Notícias, 02 de julho de 1955, edição 10017. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspxbib=093718_03&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20195&pagfis=42064 Acesso em 6 de abril de 2026.

Década de 1950:
09/07/1955 – Inaugurado Um Posto de Saúde Na Barra da Tijuca
“Com a presença do representante do Prefeito, do Cardeal D. Jaime de Barros Camara, de secretários gerais do ex-prefeito Mendes de Morais, de vereadores, de diretores de departamentos e chefes de serviços foi inaugurado sábado último, o Posto de Saúde Lourenço Jorge, da P.D.F., destinado a atender os moradores da Barra da Tijuca e adjacências”. […] Fonte: Gazeta de Noticias (RJ), 09 de julho de 1955, edição 00156. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_08&pagfis=21018. Acesso em 6 de abril de 2026.
Março de 1956 – Desapropriação de Terrenos
“O prefeito assinou decreto declarando de utilidade pública, para o fim de desapropriação os lotes de terrenos números 8, 9, 10 e 11, situados na avenida Sernambetiba; 35, 36, 37 e 39, localizados na avenida Comandante Júlio de Moura; e 44 e 45 com frente para a praça projetada Seis, necessários à ampliação do Pôsto Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca”. Fonte: Diário de Noticias, 11 de março de 1956, edição 10229. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspxbib=093718_03&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20195&pagfis=48498 . Acesso em 8 de abril de 2026.
Outubro de 1960 – Início das atividades do Pronto Socorro da Barra da Tijuca
“O Hospital-Dispensário Lourenço Jorge, da Barra da Tijuca, passará a cumprir a escala de 24 horas para hospitais de pronto socorro da cidade. Essa modificação, que se fazia de há muito reclamada pelo crescimento da população da extensa zona a que atende, será efetivada a partir de sábado próximo, dia 15, às 13,30 horas, com uma solenidade a que estarão presentes o Secretário de Saúde e Assistência, Dr. Gennyson Amado; diretor do Departamento de Assistência Hospitalar, Dr. Antônio Emygdio Cabral, e outras autoridades e convidados”. […] Fonte: Jornal do Commercio (RJ), 15 de outubro de 1960, edição 00012. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspxbib=364568_15&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20196&pagfis=5614. Acesso em 10 de abril de 2026.
Julho de 1967 – Hospital na Barra agora tem raios X
“O Hospital Estadual Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, comemorou ontem o seu 12º aniversário com a instalação de seu primeiro aparelho de raio X, em solenidade presidida pelo Secretário de Saúde, Sr. Hildebrando Marinho, e presenciada por diretores de outros hospitais e da SUSEME. O aparelho é nacional e de tipo portátil, segundo o Diretor do Hospital, Sr. Ovídio de Abreu. O Hospital Estadual Lourenço Jorge destina-se a atendimentos de emergência e possui cinco leitos”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 09 de julho de 1967. Edição B00080. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_08&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20196&pagfis=101833. Acesso em 13 de abril de 2026
Abril de 1969 – Hospital na Barra mesmo sem condições atende a 300 por dia

“Mais de 300 doentes são atendidos por dia no Hospital Dispensário Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde os telefones estão sempre defeituosos, o rádio está quebrado, o aparelho de raio X não funciona por falta de operador e apenas uma ambulância está em condições de uso”.
OS PROBLEMAS
“Quem entra no saguão principal do Hospital Dispensário Lourenço Jorge vê um gráfico na parede, com dados estatísticos sôbre o atendimento de 1967 e 1968.
Enquanto em 1967 foram atendidos 8 600 casos no pronto-socorro, em 1968 o número registrado foi de 9 035; em clínica cirúrgica o número desce de 4 766 para 4 260 em 68, mas êsse é o único caso de queda, pois a clínica odontológica atendeu a 4 129 pacientes em 1967 e em 1968 a 4 664; 6 044 casos de clínica médica foram tratados em 1967 e em 1968 o número subiu para 11 054; a pediatria registrou, em 1967, 12 049 casos e em 1968 atingiu a 16 936”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 04 de abril de 1969, edição 00304. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_08&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20196&pagfis=131788. Acesso em 14 de abril de 2026.
Década de 1970: Fevereiro de 1971 – Barra ganha Centro de Recuperação de Afogados dois anos após iniciado
“O Secretário de Segurança da Guanabara, General Luis de França Oliveira, inaugurou ontem o Centro de Recuperação de Afogados da Barra da Tijuca, cujas obras ficaram paralisadas seis meses e só agora, depois de dois anos, foram concluídas, mas sem o prédio reservado aos salva-vidas. As instalações do Centro de Recuperação de Afogados dispõem de aparelhagem médica, uma estação de rádio e uma ambulancia para cobrir uma área de 17 quilômetros de praia perigosa que, no último domingo, registrou 109 casos de afogamento”. […] Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 06 de fevereiro de 1971, edição 00260. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_09&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20197&pagfis=203788. Acesso em 14 de abril de 2026.
Julho de 1972 – Suseme e INPS já vão atender
“O convênio do INPS com a Suseme para o atendimento médico aos segurados da previdência social pela rede de ambulatórios da Guanabara entrará em vigor na segunda quinzena deste mês, conforme ficou decidido na reunião de ontem do colegiado dos dois órgãos. Para disciplinar o serviço de emergência — congestionado com os atendimentos de ambulatório — será implantado um regime de três turnos, das 8 às 12 horas, das 13 às 17 horas e das 18 às 22 horas”.
O INÍCIO
“De acordo com pedido do INPS, o atendimento começará em hospitais onde a autarquia não tem ambulatório, como em Santa Cruz (Hospital Pedro II), Campo Grande (Rocha Faria), Marechal Hermes (Carlos Chagas) e no Hospital-Dispensário Lourenço Jorge. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 02 de julho de 1972, edição 00073. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_09&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20197&pagfis=238457 Acesso em 14 de abril de 2026.
*SUSEME (Superintendência de Serviços Médicos): [sic] Era o órgão do governo estadual que geria os hospitais públicos. O Lourenço Jorge pertencia à rede da SUSEME. O INPS não tinha postos médicos em bairros mais afastados ou em crescimento, como a Barra da Tijuca, Santa Cruz e Marechal Hermes. Já a SUSEME (o estado) tinha as unidades, mas elas estavam sobrecarregadas.
O hospital dispensário Lourenço Jorge, que já era pequeno, recebeu uma carga enorme de novos pacientes: todos os trabalhadores da região que antes teriam que ir longe para achar um posto do INPS. Em troca, o INPS provavelmente repassava verbas ou recursos para a SUSEME manter essas unidades.
Julho de 1972 – Convênio não tira segurado do INPS da fila do médico

“Quando o primeiro segurado do INPS for atendido esta semana em um dos ambulatórios da Suseme já por conta do convênio assinado entre os dois órgãos, muito mais do que uma simples consulta, o ato vai representar o final feliz de um namoro platônico, que durou nove anos. Pelo menos assim falam as autoridades do INPS e da Suseme: o primeiro ampliando a assistência médica aos seus segurados e o segundo recebendo pagamento por um serviço que fazia de graça. Mas nem tudo serão rosas na simbólica lua-de-mel: o padrão médico dos atendimentos continuará baixo (o médico continuará ganhando pouco) e as filas nos ambulatórios do Instituto não devem acabar, pois a Suseme vai retirar do serviço de emergência os segurados que não precisam de urgência (e hoje são atendidos ali), percentual calculado em 70% dos seus 1,5 milhão de atendimentos mensais”.
QUEM VAI FUNCIONAR
“Quatro hospitais, que a nomenclatura do Estado chama de gerais, vão iniciar esta semana a execução do convênio com o Instituto. Em Santa Cruz será o Pedro II (um dos mais velhos da rede), na Barra da Tijuca o Lourenço Jorge, em Marechal Hermes o Carlos Chagas e em Campo Grande o Rocha Faria”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 16 de julho de 1972, edição 00087. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_09&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20197&pagfis=239704 . Acesso em 15 de abril de 2026.
Descobrimos que esse convênio não foi algo decidido da noite para o dia. Havia uma negociação de quase uma década (“namoro platônico que durou nove anos”) entre o Governo Federal (INPS) e o Estadual (Suseme). Isso mostra que o sistema de saúde já estava em crise muito antes da inauguração oficial que vimos nos primeiros recortes.
- A “Exploração” dos Médicos
- Os médicos que já eram do INPS ganhavam quase o dobro (Cr$ 2.000,00) do que os médicos da Suseme (Cr$ 1.031,00) que passariam a atender os segurados no Lourenço Jorge.
- O texto alerta que isso geraria um “atendimento de baixo padrão”, pois os médicos seriam obrigados a ter três empregos para sobreviver, trabalhando 12 horas por dia ou mais.
- O Lourenço Jorge como “Hospital Geral”
A matéria classifica o Lourenço Jorge dentro de uma nomenclatura específica do Estado: Hospitais Gerais. Ele faz parte do “primeiro time” (junto com Pedro II, Carlos Chagas e Rocha Faria) a testar o convênio. Isso confirma que, apesar de pequeno, ele foi um laboratório para essa política pública de descentralização.
- A Falácia da Descentralização
A matéria traz um ceticismo importante: os médicos não acreditavam que o convênio resolveria as filas. O cálculo era que a Suseme apenas transferiria 70% dos atendimentos de emergência para os ambulatórios, mas sem contratar novos profissionais, apenas “espremendo” os que já existiam.
Dezembro de 1972 – Diretor não acredita em fechamento do hospital que atende à Barra da Tijuca
“O diretor não acredita, mas diz que a medida, se efetivada, seria um crime contra as 180 pessoas que, em média, procuram diariamente o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e que não querem nem ouvir falar no fechamento da unidade, única à disposição dos moradores da Cidade de Deus, Jacarepaguá e Recreio“.
O hospital funciona na casa onde existia anteriormente um posto médico e, apesar das dificuldades com a falta de espaço, consegue manter seus serviços organizados, improvisando gabinetes dentários e camaras para revelação de radiografias em antigos banheiros.
MOVIMENTO
“No ano passado, o Hospital Lourenço Jorge, cujo fechamento não é confirmado nem desmentido pela Suseme, atendeu a 65 mil casos, sendo que a estimativa para este ano vai a mais de 80 mil. O ambulatório começa a funcionar às sete horas da manhã, já com filas bastante grandes e, em 1971, só a sua farmácia atendeu a 43 354 receitas, aviando ainda 34 395 fórmulas”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 21 de dezembro de 1972, edição 00245B. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspxbib=030015_09&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20197&pagfis=253677. Acesso em 15 de abril de 2026
Março de 1976 – INPS garante Cr$ 90 milhões aos hospitais oficiais do Rio
“Três convênios, um acordo e um protocolo — os primeiros beneficiando 15 hospitais estaduais e municipais do Rio com Cr$ 90 milhões este ano — foram assinados ontem entre INPS, Estado e Prefeitura, no Palácio Guanabara. Pelo acordo, o Instituto Vital Brasil recebe da Central de Medicamentos Cr$ 4 milhões 210 mil para se modernizar. O protocolo, último documento a ser assinado, estabelece que os hospitais favorecidos com os convênios prestarão assistência médica aos beneficiários do INPS. Os documentos encerram uma discussão entre os hospitais da ex-Guanabara e o INPS, que vem desde 1973, sobre a necessidade de a Previdência pagar ou não o atendimento de seus segurados nos hospitais do Rio”.
Convênio define a assistência
“As Secretarias de Saúde do Estado e do Município do Rio comprometeram-se a prestar assistência clínica, cirúrgica, obstétrica e odontológica, além de serviços complementares de diagnóstico e tratamento, em ambulatórios e hospitais, aos beneficiários do INPS nos termos dos convênios que assinaram com o Instituto.
O INPS dará mensalmente Cr$ 5 milhões 138 mil 774 aos hospitais estaduais Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Rocha Faria, Pedro II e Olivério Kraemer e Cr$ 4 milhões 728 mil 805 aos hospitais municipais Sousa Aguiar, Miguel Couto, Salgado Filho, Paulino Werneck, Rocha Maia, Lourenço Jorge, Carmela Dutra, Manuel Artur Vilaboim, Jesus e Sales Neto e às unidades ambulatoriais de Cidade Alta, Miguel Gustavo e Cidade de Deus“.
Os beneficiados
“O INPS poderá solicitar todas as informações relacionadas com os serviços produzidos, principalmente em relação aos beneficiários da previdência dentro da população assistida, além de acompanhar e fiscalizar os serviços que estiverem sendo prestados a seus beneficiários. Da rede do Estado, o Hospital Getúlio Vargas receberá por mês Cr$ 1 milhão 817 mil 977; o Carlos Chagas, Cr$ 1 milhão 458 mil 686; o Rocha Faria, Cr$ 1 mil 016 mil 533; o Pedro II, Cr$ 208 mil 728; e o Olivério Kraemer, Cr$ 636 mil 850 por mês. A população teoricamente abrangida por esses hospitais, em 76, foi estimada em 2 milhões 597 mil 581 pessoas, das quais 2 milhões 111 mil 830 beneficiários do INPS que terão garantida a assistência ambulatorial, hospitalar e cirúrgica.
Na rede municipal, o Hospital Sousa Aguiar receberá por mês Cr$ 1 milhão 308 mil 439; o Miguel Couto, Cr$ 954 mil 686; o Salgado Filho, Cr$ 671 mil 951; o Paulino Werneck, Cr$ 245 mil 404; o Rocha Maia, Cr$ 241 mil 510; o Lourenço Jorge, Cr$ 120 mil 032; o Carmela Dutra, Cr$ 82 mil 568; e o Manuel Artur Vilaboim, Cr$ 3 mil e 7. O Hospital Pediátrico Sales Neto receberá Cr$ 346 mil 406 e o Hospital Pediátrico Jesus, Cr$ 705 mil 574”. […] Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 30 de março de 1976, edição 00353. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_09&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20197&pagfis=73036. Acesso em 17 de abril de 2026
Década de 1980:
Abril de 1984 – Greve nos hospitais do Estado e Município dá mais trabalho a INAMPS
“Em consequência da greve de ontem dos profissionais de saúde nas redes hospitalares do Estado e Município, os hospitais do INAMPS, que funcionaram normalmente, receberam dezenas de pessoas no setor de emergência. No Hospital da Lagoa, por exemplo, que diariamente atende cerca de 90 pacientes com casos graves, foi registrado um aumento de quase 100%. Houve grandes filas e a equipe médica de plantão foi reforçada. O número de atendimentos no Hospital dos Servidores do Estado também duplicou, de 50 para 100, na emergência.
Com as consultas marcadas, muita gente procurou os ambulatórios dos hospitais estaduais e municipais do Rio, mas não foi atendida. Nas portas de entrada, os comandos de greve explicavam à população os motivos da paralisação dos serviços médicos e administrativos, que só não atingiu os setores de emergência. Com a greve de advertência, os profissionais da área de saúde querem a volta das negociações com o Governo do Estado, em torno das reivindicações salariais”.
Tranquilidade
“Nos hospitais municipais Salgado Filho, Lourenço Jorge, Paulino Werneck e Miguel Couto, o atendimento também foi reduzido. Na parte da manhã, pequenas filas se formaram e foram reduzidas aos casos emergenciais. No Salgado Filho, no Méier, o número de médicos para o setor de emergência dobrou para 40, com a transferência dos que atendiam nos ambulatórios”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 04 de abril de 1984, edição 00358. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspxbib=030015_10&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=18718009270442&pagfis=117415. Acesso em 20 de abril de 2026.
Década de 1990:
Maio de 1991 – Lourenço Jorge terá novas instalações
“Em 60 dias, no máximo, começarão no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, obras de reforma avaliadas em Cr$ 196 milhões. Além de uma remodelação total do prédio e da construção de um laboratório, as obras, que deverão continuar até o fim do ano, incluirão a recuperação do telhado, do setor de emergência e dos ambulatórios.
“Vamos ficar com uma ampla emergência, não mais um simples posto para fazer remoções para o Hospital Miguel Couto”, disse o diretor do Lourenço Jorge, Gérson de Paiva Rodrigues. Ele admite que não havia mais condições de atendimento adequado no único hospital público da Barra, mas assegura que o número de médicos é “mais que suficiente para um dia normal”: cinco de plantão permanente e mais dois acadêmicos, dois enfermeiros supervisores e seis auxiliares de enfermagem”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 21 de maio de 1991, edição 00043. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=42355. Acesso em 20 de abril de 2026
Outubro de 1991 – Prefeito decide sobre Lourenço Jorge
“Situado na Avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca, o Hospital Municipal Lourenço Jorge deverá ser transferido para a Avenida Alvorada, no mesmo bairro. A Secretaria Municipal de Saúde já concluiu o projeto de uma nova sede para a unidade e o prefeito Marcello Alencar decidirá sobre a construção, assim que voltar da viagem que faz ao exterior, no dia 24. Se o prefeito autorizar a obra, o Lourenço Jorge vai se tornar uma unidade de emergência, com 80 leitos e pelo menos quatro centros cirúrgicos. O secretário municipal de Saúde, Ronaldo Gazolla, lembrou ontem que o município já tem o terreno para a construção do novo hospital. São cerca de nove mil metros quadrados, entre a Avenida Alvorada e o Casashopping. Segundo Gazolla, o terreno foi doado ao município há 10 anos, por uma pessoa cujo nome o secretário não soube informar, com a condição de que a prefeitura usasse o espaço exclusivamente para construir um hospital. Ronaldo Gazolla disse que é mais vantagem para a prefeitura construir um novo prédio para o Lourenço Jorge do que reformar o atual, sem possibilidades de ampliação. De acordo com o secretário, a reforma custaria Cr$ 1,8 bilhão e a construção de um prédio novo deverá ficar em Cr$ 4 bilhões. Pelo projeto da secretaria, o novo hospital terá um pavimento e ocupará apenas parte do terreno. Depois, devem ser instaladas no local uma maternidade e uma creche. Segundo o secretário, 40% dos atendimentos das ambulâncias do Corpo de Bombeiros são de vítimas de acidentes de trânsito; destes, a maioria ocorre nas avenidas das Américas e Alvorada, entre as 14h das sextas-feiras e a meia-noite dos domingos. Assim, argumentou, justifica-se a construção de um hospital de emergência. O atual prédio do Lourenço Jorge pode ser transformado em posto de saúde ou cedido ao Corpo de Bombeiros, pois os salva-vidas que trabalham na Barra dispõem hoje de instalações precárias”.
Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 17 de outubro de 1991, edição 00192ª. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=57290. Acesso em 22 de abril de 2026.
Abril de 1992 – Novo hospital na Barra

“Em seis meses deverá estar concluído o novo prédio do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. A empreiteira Mendes Junior, vencedora da licitação para construção do hospital, já está fazendo o levantamento topográfico, sondagens e a limpeza do terreno, que fica na Avenida Alvorada, próximo à Avenida das Américas. A obra custará Cr$ 8,1 bilhões e será paga 30% em dinheiro e 70% em Letras do Tesouro Municipal — carioquinhas. Com um perfil de hospital de emergência e de tratamento ambulatorial, o novo Lourenço Jorge atenderá à população da Barra da Tijuca e de parte de Jacarepaguá. O hospital contará com 150 leitos, sendo 24 de curta permanência, além de 22 consultórios ambulatoriais e 16 enfermarias, cada uma com quatro leitos. O Centro de Tratamento Intensivo (CTI) terá oito enfermarias, cada uma com dois leitos, além de enfermarias individuais para casos de isolamento. No CTI será permitida visita de parentes, que poderão também ver os doentes através de uma panorâmica de vidro. O centro cirúrgico terá quatro salas e seis leitos pós-anestésicos e o centro de imagens e diagnósticos, área reservada para o tomógrafo computadorizado. Algumas inovações fazem parte do projeto do novo hospital, como varandas nas enfermarias. Outra novidade é a galeria horizontal, por onde passarão todas as tubulações de ar condicionado, redes de vapor e gases medicinais, o que permitirá uma manutenção mais eficiente. Será instalada também uma central de tratamento de esgoto”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 28 de abril de 1992, edição 00020. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=76175. Acesso em 24 de abril de 2026
Abril de 1995 – Recomeçam obras do Lourenço Jorge
“Recomeçam hoje as obras de construção do novo Hospital Lourenço Jorge, na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca. O anúncio foi feito pelo prefeito César Maia, que passou a manhã de ontem visitando hospitais públicos do Rio. O Lourenço Jorge, com 176 leitos, deverá estar pronto no próximo semestre. Depois de inaugurar uma unidade do Centro Municipal de Saúde Necker Pinto, na Ilha do Governador, Maia vistoriou quatro hospitais e anunciou que destinou este ano R$ 295 milhões para a Saúde. Durante a visita ao Lourenço Jorge ficou decidido que, como a empreiteira Mendes Júnior — responsável pelas obras — está em falência, as verbas para o hospital serão passadas pela prefeitura diretamente para a subempreiteira Tensor. Maia visitou ainda os hospitais Paulino Werneck e Nossa Senhora do Loreto. Ele foi também ao Miguel Couto, no Leblon, e ao sair afirmou que as obras de reforma estão a todo vapor. Maia lamentou que várias peças do hospitais sejam freqüentemente roubadas, como bases de pias e botões de elevador”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 04 de abril de 1995, edição 00361. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=224860. Acesso em 27 de abril de 2026.
Julho de 1995 – Município vai terceirizar hospitais
“Os quatro principais hospitais públicos do município serão terceirizados até o final do ano. Os diretores do Miguel Couto, Souza Aguiar, Salgado Filho, e Lourenço Jorge passarão a gerenciar suas unidades sem a interferência direta da prefeitura. É a chamada “autonomia de gestão”. O objetivo é descentralizar a administração e assim aumentar a produtividade da rede pública de saúde no Rio”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 19 de julho de 1995, edição 00102. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=162451. Acesso em 27 de abril de 2026.
Reportagem da Inauguração do atual Hospital Lourenço Jorge
Fevereiro de 1996 – Um presente para a saúde

“Após cinco anos de espera, moradores da Barra, Recreio e Jacarepaguá ganham hoje o novo Hospital Municipal Lourenço Jorge”
É hoje. Depois de cinco anos de espera, Barra, Jacarepaguá e Recreio podem comemorar: o novo Hospital Municipal Lourenço Jorge será inaugurado às 10h30. Instalado na Avenida Ayrton Senna, próximo à Avenida das Américas, o hospital tem 10.700 metros quadrados de área construída em um terreno de 32.500 metros quadrados. Com 147 leitos, a mais nova unidade de saúde do município poderá atender até 12 mil casos de emergência por mês. Nos ambulatórios, haverá tratamento dentário, ginecológico, cardiologia, clínico e pediátrico. Também serão realizadas pequenas cirurgias, vacinação e coleta laboratorial. Um total de 735 funcionários vai trabalhar no Lourenço Jorge. Como não contava com este quadro, a secretaria municipal de Saúde contratou, em caráter de emergência, a Cooperasaúde, uma cooperativa com 487 membros. Os demais funcionários vieram do antigo Lourenço Jorge, na Avenida Sernambetiba (142), e de um fundo de reserva de trabalhadores aprovados em concursos. “Não podíamos esperar por um novo concurso. Tínhamos que inaugurar logo o hospital”, justifica o secretário municipal de Saúde, Ronaldo Gazolla.
Gastos — De acordo com o secretário, o custo mensal com os cooperados ficará em torno de R$ 500 mil. Este esquema de trabalho vem dando certo em unidades estaduais como o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. Recentemente, a secretaria estadual de Saúde adotou o sistema para garantir o plantão de fim de semana nas emergências de hospitais como o Albert Schweitzer, em Realengo, e o Rocha Faria, em Campo Grande.
Com relação aos custos, Gazolla argumentou que eles representam economia, se for considerado que não há recolhimento de encargos sociais. “Não podemos esquecer o benefício que este regime de trabalho traz à população”, diz Gazolla. Explicou que os profissionais da cooperativa só receberão pela hora trabalhada e, em caso de falta, o valor será descontado. O funcionário reincidente será substituído por outro. Gazolla ressalta que a administração e o controle de todo o pessoal do hospital estão nas mãos de funcionários da secretaria.
Horário — Um dos principais motivos para o atraso da inauguração foi a definição da carga horária dos médicos. Gazolla sugeriu ao prefeito César Maia que o período fosse de 40 horas semanais. Após uma reunião, no último dia 15, a ideia acabou vencedora. “Com isso, resolvemos dois problemas básicos da saúde pública: a dupla militância e a falta de convivência do profissional com a realidade de seu hospital”, comemora o secretário. Ele explicou que muitos médicos mantinham dois empregos, no setor público e no privado, e acabavam não se dedicando ao trabalho.
Durante os seis meses em que vigorar o contrato com a Cooperasaúde, uma comissão — coordenada pela secretária de Assuntos Especiais, Patrícia Ashley — vai elaborar um modelo de cooperativa que melhor atenda às necessidades do hospital. Este modelo servirá de base para a abertura de licitação para a próxima prestadora de serviços. A atual cooperativa tem 72 médicos em regime de 40 horas e 48 em regime de 24 horas; 60 enfermeiros; 222 auxiliares de enfermagem; 34 funcionários administrativos e 51 técnicos.
O diretor do novo Lourenço Jorge, Paulo Roberto Marçal Alves, reconhece que há muito trabalho pela frente, mas não teme o desafio. “Somente com o início do funcionamento poderemos definir melhor o nosso perfil de atendimento”, diz. Em tempo: a antiga sede do Lourenço Jorge, na Avenida Sernambetiba, será doada ao Corpo de Bombeiros para a instalação de um Centro de Recuperação de Afogados.”
Cor é usada como terapia
“Com a inauguração do novo Lourenço Jorge, o governo municipal inicia um novo método de gestão de suas unidades de saúde. Com todos os processos informatizados, o hospital terá um controle mensal dos custos de cada atendimento ou ato administrativo. Além disso, o secretário Ronaldo Gazolla espera aproximar os setores de emergência e de rotina. “São duas áreas que não se comunicam”, argumenta.
O secretário admite que o antigo modelo de gerenciamento dos hospitais está ultrapassado e obsoleto. Ele espera que o Lourenço Jorge sirva de exemplo para uma discussão que envolva todo o sistema público de saúde. Lá, paralelamente ao atendimento de emergência, haverá um setor de pronto-atendimento — também funcionando 24 horas por dia — responsável pela triagem dos pacientes que chegarem. O secretário diz que, desta forma, o atendimento dos casos de urgência será agilizado, pois somente os casos mais graves serão encaminhados à emergência.
Além das novidades administrativas, o hospital adota um novo conceito terapêutico. Com paredes externas pintadas de lilás e a maior parte das paredes internas coloridas de verde-claro, o Lourenço Jorge é o primeiro hospital do município a utilizar princípios da cromoterapia em seu projeto. As cores ajudam na recuperação dos doentes e na assepsia do local.
Leitos — Os 147 leitos estão distribuídos da seguinte forma: 27 para a emergência, 24 para a enfermaria, 68 para internação cirúrgica, seis para pós-operatório e 22 para o C.T.I. Há ainda um projeto de ampliação que prevê a construção de uma maternidade com 40 leitos. Os setores do Lourenço Jorge se espalham por 14 blocos, com 500 metros quadrados cada.
O prédio está equipado com duas caldeiras, estação de tratamento de esgoto, câmara de oxigênio, central de vácuo, central de ar comprimido, câmara mortuária, mesa de necropsia e ar-condicionado central. Os equipamentos médicos são todos novos e incluem aparelhos de Raios-X, eletrocardiograma e ultrassom.” Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 01 de fevereiro de 1996, edição 00299. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=170737. Acesso em 28 de abril de 2026.
Novembro de 1996 – Lourenço Jorge comemora o sistema de cooperativa
“O Hospital Lourenço Jorge, inaugurado há apenas nove meses, já é citado como referência para a saúde pública. O secretário municipal Ronaldo Gazolla tem destacado em suas entrevistas a qualidade do atendimento e as experiências administrativas adotadas pelo hospital da Barra. Seu elogio é endereçado principalmente ao sistema de cooperativas de médicos implantado no Lourenço Jorge. Ele mesmo se encarregou de fazer as comparações: enquanto o Hospital Souza Aguiar possui 2.200 servidores e 160 cirurgiões, para fazer 500 cirurgias por mês e 900 atendimentos diários, o Lourenço Jorge, que atua com 700 funcionários e 41 cirurgiões, consegue realizar 800 atendimentos diários e 280 cirurgias mensais. A Cooperativa de Prestação de Serviços de Saúde (CooperaSaúde), fundada em outubro de 1995, ganhou o contrato para trabalhar com o Hospital Lourenço Jorge por um ano. É a primeira experiência da cooperativa com uma instituição pública. Eles são responsáveis pelo recrutamento, seleção, aprimoramento técnico e administrativo do pessoal de saúde. No hospital da Barra, 70% da mão-de-obra é fornecida pela cooperativa. “Recomendamos uma equipe de acordo com o perfil da instituição”, explica Marta Burlamaqui, gerente técnica da CooperaSaúde. Um outro avanço que a diretoria do Lourenço Jorge pretende conquistar é a informatização do hospital, que já começou pela Emergência. Atualmente, o Lourenço Jorge atende 17 mil pessoas por mês. Desses casos, 36% são provocados por quedas de obras da construção civil; 31% são casos de diarréias, devido à falta de saneamento na Favela Rio das Pedras e na Cidade de Deus; e 10% causados por lesões de acidentes de carro. Como o posto funciona 24 horas, a maioria dos pacientes é de trabalhadores da região”. Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 21 de novembro de 1996, edição 00227. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=625003873103&pagfis=199515. Acesso em 28 de abril de 2026
Década de 2000:
Janeiro de 2001 – Cenário de Xuxa pega fogo e fere 30
“Incêndio começou na nave em que a apresentadora sai e causou pânico”
Um incêndio durante a gravação do programa Xuxa Park, num dos estúdios do Projac lotado com quase 400 pessoas, feriu pelo menos 30, ontem à noite, entre adultos e crianças. A maioria foi internada em hospitais da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. O fogo começou na nave espacial, por volta das 21h, aparentemente devido a um curto-circuito. Houve pânico e dois menores ficaram gravemente feridos. Crianças foram pisoteadas. Dez ambulâncias foram acionadas. Oito pessoas, entre elas duas crianças em estado grave, foram levadas ao Hospital RioMar, na Barra, num microônibus da TV Globo. Na porta do setor de emergência, uma mãe chorava muito no início da madrugada de hoje e era amparada por amigos informando que a criança dela era uma das que mais se queimaram. Um dos casos mais graves foi o de Leonilson Vieira de Oliveira, 40 anos, com queimadura no rosto. Mais 10 feridos, incluindo uma criança, foram internados no Hospital Barra D’or. No Lourenço Jorge foram internadas 11 pessoas.” Fonte: Jornal do Brasil, 12 de janeiro de 2001, edição 00279. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&pasta=ano%20200&pagfis=31724. Acesso em 28 de abril de 2026.
Fevereiro de 2003 – Lourenço Jorge faz campanha por sangue
“Em parceria com o HemoRio, a Secretaria Municipal de Saúde abre, terça-feira, uma campanha para coleta de sangue no Hospital Lourenço Jorge, Barra da Tijuca. O posto de captação vai ser instalado na entrada principal do hospital (Avenida Ayrton Senna, 2000) e funcionará das 9h às 14h. Para ser doador é preciso ter mais de 18 e menos de 60 anos, pesar mais de 50 quilos e não fazer parte de grupos de risco”. Fonte: Jornal do Brasil, 23 de fevereiro, edição 00321. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=105672. Acesso em 29 de abril de 2026.
Setembro de 2003 – Hospital municipal vai fazer cirurgia inédita
“A equipe do Hospital Municipal Lourenço Jorge realizará, amanhã, a primeira cirurgia com tecnologia robótica no Rio de Janeiro. A Videocirurgia fará parte do Simpósio de Cirurgia Minimamente Invasiva, que acontecerá na unidade. O método torna possível a realização de cirurgias com maior precisão e menor margem de erro. O simpósio terá início às 9h, com uma palestra. Às 11h45, a cirurgia, feita pelo médico Ricardo Zorrón, formado na Alemanha, será transmitida ao vivo para o auditório do hospital.” Fonte: Jornal do Brasil, 21 de setembro de 2003, edição 00166. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=108401. Acesso em 29 de abril de 2026.
Abril de 2004 – Vacinação tem grande procura na região
“Só o Hospital Lourenço Jorge recebeu cerca de 600 idosos”
Foi movimentado, na região, o lançamento da Campanha de Vacinação Contra Gripe para idosos de 60 anos ou mais. No sábado, só o Hospital Lourenço Jorge, na Barra, recebeu cerca de 600 moradores para a aplicação gratuita da vacina antiinfluenza. Quem não aproveitou a oportunidade tem até o dia 30, de segunda a sábado, para visitar um dos postos de vacinação, das 8h às 17h. O objetivo da campanha é impedir o aumento dos casos de doenças respiratórias com a chegada do inverno. De acordo com médicos, a vacina diminui em 90% o risco de contrair a gripe, evitando complicações comuns a cardíacos, idosos, portadores de insuficiência renal, hepática ou do vírus HIV e pessoas com baixa imunidade em geral. — Além de vacinar pessoas que procuram o hospital, também aplicamos a vacina nos pacientes idosos internados — diz o diretor do Hospital Lourenço Jorge, Flávio Silveira, acrescentando que diferentemente do resfriado, que é mais leve e não evolui para doenças mais graves como a pneumonia, o vírus da gripe é mutável e pode causar complicações.” Fonte: Jornal do Brasil, 19 de abril de 2004, edição 00011. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=135853. Acesso em 29 de abril de 2026.
Março de 2004 – Em pauta, a voz da comunidade
“Moradores de Barra e bairros vizinhos debatem com o prefeito Cesar Maia os principais problemas da região“
Líderes comunitários, síndicos e moradores de Barra, Recreio, São Conrado, Vargem Grande e Vargem Pequena estiveram reunidos na noite de quinta-feira para debater com o prefeito Cesar Maia os problemas mais urgentes da região. Jogos Pan-Americanos, transporte, saneamento básico e segurança foram os principais temas em pauta durante as três horas de encontro no Centro Empresarial Mario Henrique Simonsen, na Barra da Tijuca.
O prefeito anunciou que já está em fase orçamentária a expansão do hospital municipal Lourenço Jorge para a viabilização dos Jogos Pan-Americanos. Cesar Maia, entretanto, reconheceu que o centro médico não oferece a estrutura necessária para atender a um grande número de pacientes.
— Esse hospital não tem condições de manter os doentes em sistema de hotelaria. O atendimento é bom, mas é impossível permanecer com os pacientes internados — admitiu”. Fonte: Jornal do Brasil, 1º de março de 2004, edição 00037. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=155089 Acesso em 29 de abril de 2026.
Acho mais interessante colocar como a crise da saúde em 2005 influenciou o Lourenço Jorge.
Crise de 2005:
Março 2005 – Médicos fazem protesto
“Em mais um capítulo da crise que atinge a área de saúde pública no Rio de Janeiro, médicos e funcionários de hospitais da rede municipal participaram, ontem, de um ato em frente à sede da Coordenação de Saúde da AP-4, na Barra da Tijuca. Com faixas e cartazes, eles reivindicaram melhores condições de trabalho e o repasse de verbas da prefeitura para as unidades de saúde municipais. Os cerca de 100 manifestantes chegaram a fechar por alguns minutos uma das pistas da Avenida Ayrton Senna. O protesto recebeu apoio de motoristas, que aplaudiram os médicos. O trânsito só foi liberado com a chegada de homens da Divisão de Trânsito da Polícia Militar. Uma comissão formada por membros do corpo clínico dos hospitais Cardoso Fontes, de Jacarepaguá, e Lourenço Jorge, da Barra da Tijuca, além de pacientes, representantes sindicais e de associações de moradores, foi recebida pela coordenadora da AP-4, Telma Bataglia. Os médicos ficaram surpresos com a informação de que a gestão de recursos financeiros foi transferida, no último mês, da Coordenação de Saúde para as próprias diretorias dos hospitais — através de uma resolução da Secretaria Municipal de Saúde”. Fonte: Jornal do Brasil, 11 de março de 2005, edição 00335. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=129245. Acesso em 29 de abril de 2026.
Março de 2005 – Falta de postos de saúde agrava crise nos hospitais
Atendimento deficiente provoca sobrecarga nas emergências. Cooperativas cobram pagamentos
“Enquanto o Ministério da Saúde busca saídas para a crise nos seis hospitais sob intervenção, os problemas nos 102 postos de saúde da prefeitura se arrastam e ajudam a sobrecarregar as emergências de todo o município. Com salários atrasados desde novembro, cerca de 400 profissionais de saúde cooperativados resolveram cruzar os braços. A denúncia é do presidente do Conselho Distrital de Saúde da Zona Oeste, Adelson Alípio, que montará um dossiê sobre a situação dos postos. De acordo com a Cooperar Saúde, que presta serviço em 30 unidades da prefeitura, ontem, o município liquidou os atrasados do mês de janeiro com o Hospital Lourenço Jorge. Os meses de janeiro e fevereiro também foram pagos para o Hospital Lincoln de Freitas. Fonte: Jornal do Brasil, 16 de março de 2005, edição 00340. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=129648. Acesso em 29 de abril de 2026.
Março de 2005 – Além da intervenção
Grupo articula extensão da ajuda federal a hospitais
“Amenizada pela intervenção federal em seis hospitais do Rio, a crise no sistema de saúde pública da Região Metropolitana parece longe do fim. Fora do “esquema de guerra” montado pelo ministério nas unidades municipalizadas e nos dois maiores hospitais do município, pontos essenciais de atendimento à população como os hospitais municipais Paulino Werneck, Salgado Filho, Rocha Maia e Lourenço Jorge continuam à míngua e, para eles, ainda não há sinal de recuperação. Maior unidade da Ilha do Governador e referência para uma região onde ocorrem acidentes de carro e os tiroteios são rotina, o Paulino Werneck não tem centro cirúrgico nem pode realizar internações. Já o Salgado Filho, no Méier, tem uma emergência em situações precárias funcionando ao lado de uma outra recém-construída — porém sem equipes médicas. No Rocha Maia, em Botafogo, não há atendimento em pelo menos sete especialidades. Na Barra da Tijuca, o Lourenço Jorge atende cerca de 300 crianças por dia sem um CTI na pediatria. Na sexta-feira, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Jairzinho (PSC), enviou ao coordenador da intervenção federal, Sérgio Côrtes, um pedido para que o Lourenço Jorge e o Salgado Filho também sejam alvo da ação ministerial. O Sindicato dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina concordam com a iniciativa e estendem a possibilidade ao Paulino Werneck. — O tratamento de choque deverá ser ampliado. A intervenção no Souza Aguiar e Miguel Couto abre possibilidade para a requisição de outras unidades. Nesse estágio da crise, tudo tem que ser feito para salvar o paciente — defendeu Jorge Darze, presidente do sindicato”. Fonte: Jornal do Brasil, 20 de março de 2005, edição 00344. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%C3%A7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=129972. Acesso em 29 de abril de 2026.
Fevereiro de 2006 – Reforço no Lourenço Jorge
Hospital vai ter neurocirurgia e cirurgia vascular a partir de agosto
“O Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, terá dois novos serviços de alta complexidade: neurocirurgia e cirurgia vascular. Previstos para serem inaugurados em agosto, as especialidades vão reforçar a rede hospitalar de referência para o Pan-Americano de 2007, além de atender às vítimas de acidentes de trânsito da região, uma de suas maiores demandas. Segundo o diretor da unidade, Flávio Silveira, atualmente 35% dos acidentados que necessitam dessas especialidades precisam ser transferidos para os hospitais Miguel Couto, no Leblon, e Salgado Filho, no Méier.
— Em alguns casos, o Corpo de Bombeiros remove essas vítimas, principalmente da Avenida das Américas, direto para aquelas unidades, pois já sabe da nossa carência — explica Silveira.
Os setores de neurocirurgia e cirurgia vascular serão instaladas onde estão hoje os leitos da pediatria. — Com a inauguração da Maternidade Mariana Crioula, que ficará ao lado do hospital, passaremos a ter esses serviços no Lourenço Jorge — acrescentou, lembrando que o hospital foi projetado há 15 anos, quando as vias da região não possuíam o movimento de hoje. O serviço de neurocirurgia terá como patrono o cirurgião Paulo Niemeyer Filho, cujo pai, Paulo Niemeyer, criou o primeiro setor do Rio nesta especialidade, em 1945, no Hospital Municipal Souza Aguiar”. Fonte: Jornal do Brasil, 16 de fevereiro de 2006, edição 00342A. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=167490. Acesso em 30 de abril de 2026.
Janeiro de 2007 – Hospital Lourenço Jorge não faz neurocirurgias
“A Barra abriga uma das três vias mais perigosas da cidade em número de acidentes — a Avenida das Américas, segundo o Corpo de Bombeiros — mas o bairro não conta com hospital público capacitado a, por exemplo, realizar neurocirurgias. De acordo com o Grupamento de Socorro de Emergência (GSE) dos Bombeiros, nos cinco primeiros meses de 2006 — computando-se apenas registros feitos nos fins de semana — a Av. das Américas ocupou o terceiro lugar no ranking de acidentes automobilísticos na cidade, empatada com a Av. Brasil, com 95 casos. A Av. Presidente Vargas, no Centro, é a primeira colocada na triste lista, com 115 ocorrências de janeiro a maio, somente nos fins de semana. Segundo o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Paulo Pinheiro (PPS), a situação do Lourenço Jorge já foi exposta a várias autoridades. — O hospital atende os casos de emergência da região, logo o serviço de neurocirurgia é indispensável naquela unidade. Devido a esta deficiência, os bombeiros são orientados a levar os acidentados para o Miguel Couto, na Gávea, o que é um absurdo. Esse problema já foi discutido com diferentes secretários de Saúde, mas nada mudou. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o órgão está estudando a implantação dos setores de neurocirurgia e cirurgia vascular no hospital da Barra. Contudo, não há previsão para o funcionamento”. Fonte: Jornal do Brasil, 9 de janeiro de 2007, edição 00275. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=206279 Acesso em 30 de abril de 2026.
Janeiro de 2008 – Lourenço Jorge ganha uma nova maternidade
Unidade fará até 500 partos por mês na primeira fase
“Após dois anos sem maternidade na região, será inaugurada oficialmente, hoje, a Maternidade Leila Diniz, ao lado do Hospital Lourenço Jorge, na Barra. A instalação funciona desde o dia 4, já tendo realizado cerca de 100 partos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade será aberta em duas etapas. Na primeira fase, está prevista a realização de 400 a 500 partos por mês. Apesar de, no momento, contar com 105 leitos, a Leila Diniz será inaugurada com 80 disponíveis — 40 obstétricos, 10 de Unidade Intermediária Neonatal, cinco de UTI neonatal, cinco de UTI pediátrica e 20 leitos de pediatria, sendo dois de isolamento. A maternidade, considerada de alta complexidade, tem 6.320m² de área construída e fará atendimento ambulatorial e cirúrgico. Terá ainda banco de leite, exames de pré-natal e berçário. Todas as gestantes terão direito a um acompanhante e o CTI adulto será integrado ao hospital.” Fonte: Jornal do Brasil, 17 de janeiro de 2008, edição 00284. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_12&Pesq=%22Louren%c3%a7o%20Jorge%22&id=082508865124&pagfis=241977. Acesso em 30 de abril de 2026.
Década de 2010:
2016 – O Lourenço Jorge como “Hospital Olímpico
Com a escolha da Barra da Tijuca como o coração dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Hospital Municipal Lourenço Jorge viveu o momento de maior protagonismo internacional de sua história. Localizado a poucos quilômetros do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas, a unidade foi designada pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo Comitê Organizador como o hospital de referência para o atendimento a delegações estrangeiras, atletas e turistas. Fonte: Prefeitura do Rio, 2016. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/126674/4166812/2016.07.31PlanejamentodoatendimentodarededesaudeparaosJogosRio2016.pdf. Acesso em 30 de abril de 2026.
Novembro de 2018 – Fogo destrói parte do Hospital Lourenço Jorge, Zona Oeste do Rio; três pacientes morrem na transferência
Incêndio atinge a CER Barra da Tijuca, que faz parte do complexo. Emergência foi fechada às 17h.
“Um incêndio destruiu, na tarde deste sábado (3), parte do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca – um dos maiores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo o prefeito Marcelo Crivella, três idosos morreram. “No incêndio, não. Mas na transferência vieram a óbito”, disse.
“Um caso era muito, muito grave. Tinha poucos recursos terapêuticos. Os outros, desligaram as máquinas, e na transferência vieram a óbito”, detalhou.
As chamas começaram pouco antes das 16h no segundo andar da Coordenação de Emergência Regional da Barra, que compõe o complexo do Lourenço Jorge e serve de triagem para serviços prestados no hospital. Era horário de visita, e os saguões estavam cheios. Às 17h, a Emergência da unidade foi fechada para novos pacientes. Meia hora depois, 54 pacientes que estavam nas salas Vermelha e Amarela da unidade atingida começaram a ser transferidos para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Uma enfermeira que não quis se identificar contou por telefone que vários profissionais do Lourenço Jorge saíram correndo em direção à CER para ajudar os pacientes que estavam lá dentro. Não tinha ninguém ferido gravemente, segundo ela.
Triagem
“A CER funciona como uma porta de entrada do hospital: os pacientes de urgência e emergência clínica são atendidos lá, e os casos de trauma ou cirurgia são encaminhados para o hospital. O fogo começou no segundo andar, que serve de apoio às equipes médicas, com refeitório e dormitórios – o atendimento a doentes fica no primeiro. Fonte: G1, 03 de novembro de 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/11/03/fogo-atinge-hospital-lourenco-jorge-na-barra-da-tijuca-zona-oeste-do-rio.ghtml. Acesso em 30 de abril de 2026.
Fevereiro de 2019 – Atletas da base do Flamengo morrem em incêndio no CT Ninho do Urubu
Dez jovens, com idade entre 14 e 16 anos, morreram; há três feridos. Fogo atingiu alojamento das categorias de base do time em Vargem Grande. Prefeitura disse que dormitório não tem licença municipal.
“Dez pessoas morreram em um incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo no início da manhã desta sexta-feira (8). Todas as vítimas foram identificadas: eram atletas da base do time – tinham entre 14 e 16 anos. De acordo com o clube, há três jovens internados, dois deles em situação estável e conscientes; o terceiro está em estado grave. O fogo destruiu parte dos alojamentos do Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio. As chamas atingiram as instalações onde dormiam jogadores entre 14 e 17 anos que não residiam no Rio. A suspeita é de que a causa foi um curto-circuito em um ar-condicionado. Seis contêineres interligados serviam de dormitórios. Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que o dormitório não tem licença municipal. “A área de alojamento atingida pelo incêndio não consta do último projeto aprovado pela área de licenciamento, no dia 5 de abril de 2018, como edificada”, diz o comunicado. A prefeitura informou ainda que o Centro de Treinamento do Flamengo teve quase 30 autos de infração por estar funcionando sem o alvará necessário. Um edital de interdição chegou a ser emitido em 2017.
As mortes confirmadas são:
- Christian Esmério: Goleiro das categorias de base do Flamengo. Em abril, ele postou uma foto nas redes sociais de uma conquista com o clube;
- Arthur Vinicius: morava com a família em Volta Redonda e completaria 15 anos no sábado (9). A família foi avisada e está a caminho do Rio, segundo informações da TV Rio Sul. Ele faria 15 anos neste sábado (9);
- Pablo Henrique da Silva Matos: jogador do sub-17 do Flamengo, nasceu em Minas Gerais. É primo do zagueiro Werley, do Vasco, que já foi foi informado da tragédia;
- Bernardo Pisetta: tinha 14 anos e estreou no Flamengo em agosto de 2018. Veio de Indaial (SC);
- Vitor Isaías: tinha 15 anos e veio de Indaial, no Vale do Itajaí catarinense. Estava no Fla desde agosto de 2018;
- Athila Paixão: tinha 14 anos, era sergipano, natural de Lagarto e integrava o time de base do Flamengo desde março de 2018.
- Jorge Eduardo Santos: tinha 15 anos e era de Além Paraíba (MG). Ele começou a jogar futebol aos 7 anos e chegou às categoria de base do Flamengo aos 12 anos.
- Samuel Thomas Rosa: tinha 15 anos, era de São João de Meriti e atuava como lateral direito.
- Gedson Santos: Tinha 14 anos e era natural de Itararé (SP). Atuava como meio de campo.
- Rykelmo de Souza Vianna- Tinha 16 anos, era natural de Limeira (SP) e jogava no meio de campo, como volante.”
“Três feridos
Três adolescentes ficaram feridos, e foram levados inicialmente para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra:
- Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, de Fortaleza (CE);
- Francisco Diogo Bento Alves, de 15 anos;
- Jhonata Cruz Ventura, de 15 anos, em estado grave.
Em nota, o Flamengo informa que Cauan Emanuel e Francisco Digo estão “em situação estável no Hospital Vitória, ambos acordados e conscientes”. “Os meninos apresentam algumas lesões de via aérea por inalação de fumaça e escoriações pelo corpo e seguem em observação, ficando internados na UTI de hoje para amanhã, sábado (9).” Já Jhonata foi levado às pressas ao centro cirúrgico do Lourenço Jorge e depois transferido para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, onde está internado em estado grave. “Ele foi atingidio na face, membros superiores e mãos, e tem queimaduras em 30% do corpo”, diz o comunicado. Os três rapazes são de fora do Rio de Janeiro”. Fonte G1, 08 de fevereiro de 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/02/08/incendio-deixa-mortos-e-feridos-no-centro-de-treinamento-do-flamengo.ghtml. Acesso em 30 de abril de 2026.
Pesquisa Histórica: Gabriel Fortini