O 10º Ciclo de Debates da SUBPAV foi realizado em formato remoto na terça-feira, 20 de outubro de 2026, na sala de podcasts da OTICS-Rio Andaraí e trouxe como temática “Cuidado longitudinal: uma ferramenta poderosa da Atenção Primária”. A atividade contou com a organização da Superintendência de Integração de Áreas de Planejamento (SIAP) e teve como objetivo discutir a longitudinalidade como atributo essencial da Atenção Primária à Saúde (APS), destacando sua importância no acompanhamento contínuo do cuidado desde a pré-concepção até os dois anos de vida da criança. O encontro também abordou o uso do Monitor da Gestante Carioca e do Monitor da Criança na organização do cuidado e na busca ativa pelas equipes, além de promover reflexões sobre o cuidado longitudinal em contextos de iniquidade, considerando estratégias da rede municipal voltadas às populações em situação de vulnerabilidade. Foram discutidas, ainda, as principais rupturas na continuidade do cuidado enfrentadas por essas populações e as estratégias que as equipes de saúde podem adotar para superá-las, fortalecendo a integralidade e a continuidade da assistência.


Conteúdo Programático:
1 – Abertura Institucional
Apresentação e Contextualização (Emanuelle Correa)
Autodescrição dos participantes
Apresentação do tema e dos objetivos do ciclo
Apresentação dos convidados
2 – PRIMEIRO BLOCO
Apresentação: Aline Chaves – Superintendente de Atenção Primária (SAP/SUBPAV)
Tema: Cuidado longitudinal da pré-concepção aos 2 anos — usabilidade dos monitores para o cuidado na APS
A longitudinalidade e o percurso da mulher e da criança: pré-concepção, pré-natal, parto e puerpério, recém-nascido e puericultura até os 2 anos;
Monitor da Gestante Carioca e Monitor da Criança: o que acompanhar, como interpretar os dados e como transformá-los em ação da equipe;
Do dado ao cuidado: identificar, priorizar, agir, registrar e reavaliar na reunião de equipe;
Transições críticas: consulta puerperal, primeira consulta do recém-nascido e consulta na APS após a alta hospitalar.
3 – SEGUNDO BLOCO
Apresentação: Ana Carolina da Cunha Barbosa – Coordenadora Médica da APS (SAP/SUBPAV)
Tema: Cuidado longitudinal nas iniquidades
Iniquidades em saúde e a lei do cuidado inverso: por que quem mais precisa tende a receber menos cuidado;
A sífilis como marcador de onde o cuidado longitudinal se rompe: captação tardia, perda de seguimento, parceria fora do cuidado e criança exposta sem acompanhamento;
Na gestação, o diagnóstico já é tardio: a importância de captar precocemente a população sexualmente ativa, com o rastreamento de IST preconizado e a oferta de testagem em toda oportunidade, inclusive no planejamento reprodutivo e na pré-concepção;
Cuidado sem endereço: o acompanhamento de uma gestante em situação de rua pelo Consultório na Rua, em articulação com a Saúde da Família, o CAPS e a família;
Levar o cuidado aonde ele não chegava: a VanBora e o caminho de volta do diagnóstico para a equipe de referência;
Cuidado longitudinal entre os muros: a atenção primária prisional e a continuidade na entrada, nas transferências e na saída do sistema prisional;
Orfandade e apoio à família: cuidar de quem fica.
4 – ENCERRAMENTO
Apresentação: Emanuelle Correa
Dúvidas, perguntas e comentários enviados pelo chat
Considerações finais

