Com o objetivo de atualizar o território de atuação por meio de ferramentas de georreferenciamento, na tarde do dia 23 de julho, o Laboratório de Informática da OTICS – Rio Rocinha realizou a 3ª Oficina de Territorialização 2025, com a Equipe de Saúde da Família (eSF) Cesário, do Centro Municipal de Saúde (CMS) Dr. Albert Sabin. O encontro reuniu profissionais da saúde, entre eles Agentes Comunitários de Saúde (ACS), médico e enfermeiro da equipe.
A 3ª Oficina de Territorialização 2025 foi conduzida por Eduardo Queirolo, responsável pelo georreferenciamento da Divisão de Informação, Controle e Avaliação (DICA), vinculada à Coordenadoria Geral de Atenção Primária da Área Programática 2.1 (CAP 2.1). Utilizando o software Google Earth Pro, os participantes puderam revisar e redefinir as microáreas que compõem a cobertura da equipe de Saúde da Família (eSF) Cesário, com base em dados populacionais e experiências territoriais dos profissionais que atuam diretamente no território.
Dessa forma, a atualização do território é um processo essencial para garantir que o cuidado em saúde chegue de forma mais adequada e resolutiva a quem realmente precisa. A territorialização, no contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF), representa muito mais do que delimitar áreas geográficas. Trata-se de um processo técnico e político de análise do território, que permite compreender as necessidades sociais, epidemiológicas e demográficas da população assistida, contribuindo diretamente para o planejamento das ações de saúde.
Contudo, Oficina de Territorialização é fundamental para que as equipes possam fortalecer os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como a universalidade, integralidade e equidade, além de aproximar os serviços da realidade vivida pelos moradores das comunidades. Com a manutenção do conhecimento territorial, as equipes de Saúde da Família (eSF) podem construir linhas de cuidado mais adequadas à realidade local, contribuindo para a redução das iniquidades em saúde.
Diante disso, a atividade reforça a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do Sistema de Único de Saúde SUS), destacando o papel estratégico das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde (CMS) na transformação das condições de vida e saúde da população.
3ª Oficina de Territorialização 2025 – CMS Dr. Albert Sabin



No contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF), o conceito de território assume um papel central na organização dos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS). Sendo assim, a territorialização consiste no processo de identificação, análise e delimitação do território de atuação da Unidade Básica de Saúde (UBS), com o objetivo de conhecer o perfil demográfico, epidemiológico e social da população adscrita. Esse processo é essencial para a cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS), de famílias e indivíduos às equipes de Saúde da Família (eSF), permitindo o planejamento de ações de cuidado integral, contínuo, equânime e resolutivo.
Logo, por meio do conhecimento do território, as equipes conseguem construir linhas de cuidado mais adequadas à realidade local, contribuindo para a redução das iniquidades em saúde. A prática da clínica ampliada, aliada ao planejamento territorial, viabiliza a efetivação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS): universalidade, integralidade e equidade.
Portanto, o território configura-se como uma dimensão estratégica na organização e na prática das Clínicas da Família (CF) e nos Centros Municipais de Saúde (CMS). A compreensão e utilização crítica do território como ferramenta de trabalho potencializam a efetividade da Atenção Primária à Saúde (APS), promovendo o cuidado centrado nas necessidades reais da população e fortalecendo os laços entre o serviço de saúde e a comunidade.
O manejo qualificado do território permite a construção de um modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) mais humanizado, potente, participativo e comprometido com a transformação das condições de vida e saúde dos cidadãos.





O encontro contou com a presença de Eduardo Queirolo, responsável pelo georreferenciamento da Divisão de Informação, Controle e Avaliação (DICA) da Coordenadoria Geral de Atenção Primária da Área Programática 2.1 (CAP-2.1), além da equipe da OTICS Botafogo.
Durante a oficina, foram gerados mapas atualizados que delimitam as microáreas de atuação de cada equipe. Esses mapas proporcionarão uma visão detalhada das áreas de cobertura, facilitando a identificação de possíveis lacunas no atendimento.
Esse processo estratégico garantirá que as equipes possam oferecer um atendimento mais eficaz e ajustado às necessidades específicas de cada região.





Nesse sentindo, a atividade teve como objetivo atualizar o mapeamento territorial das áreas de atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), promovendo a demarcação colaborativa das microáreas. Essa ação contribui diretamente para o aprimoramento do planejamento e da organização das ações em saúde no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS).
O encontro contou com a presença de Eduardo Queirolo, responsável pelo georreferenciamento da Divisão de Informação, Controle e Avaliação (DICA), vinculada à Coordenadoria Geral de Atenção Primária da Área Programática 2.1 (CAP 2.1), fortalecendo o caráter técnico e estratégico da iniciativa.
Sendo assim, a territorialização, na perspectiva da saúde coletiva, transcende a simples divisão geográfica e assume papel estratégico na identificação de determinantes sociais da saúde, no reconhecimento de vulnerabilidades e na construção de intervenções planejadas e orientadas às necessidades reais da população.
Logo, o processo de territorialização viabiliza o mapeamento dos determinantes sociais em saúde, a vigilância em saúde integrada e o planejamento de ações de cuidado individual e coletivo, com ênfase na promoção, prevenção e recuperação da saúde. Além disso, permite o monitoramento de agravos, a identificação de grupos prioritários e o desenvolvimento de estratégias específicas para áreas de maior vulnerabilidade.
Portanto, a territorialização é um elemento estruturante da Atenção Primária à Saúde (APS) e assume papel central no funcionamento das Clínicas da Família (CF) e os Centros Municipais de Saúde (CMS). Ao possibilitar o conhecimento aprofundado do território e da população, fortalece o cuidado centrado nas necessidades locais, promove maior efetividade das ações em saúde e contribui para a redução das desigualdades sociais e sanitárias.


